Procura de subscrições "foi um sucesso"

O administrador financeiro, Fernando Gomes, explicou que o êxito da operação se deve à credibilidade do clube no mercado.

 

O processo de emissão de obrigações da Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD para o triénio 2018/2021 foi um “sucesso”, classificou Fernando Gomes, administrador financeiro do clube. As declarações foram proferidas durante a Sessão Especial de Mercado que decorreu na tarde desta segunda-feira na sede da Euronext, em Lisboa, onde também estiveram presentes o Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, o administrador da SAD Adelino Caldeira e ainda o Presidente do Conselho de Administração da Euronext, Paulo Rodrigues da Silva, que também considerou a operação um êxito.

A demanda por obrigações da Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD foi elevada, registando uma procura 1,87 vezes superior à oferta. No total foram 3.212 os investidores que adquiriram capital portista, 601 (18,7%) dos quais por um valor superior a 10 mil euros. A procura superou os 65 milhões de euros, segundo os dados divulgados pela Euronext, a entidade que gere a bolsa portuguesa.

“Se as televisões não dedicassem tanto tempo a falar de futebol, não teria tanta dimensão, passaria ao lado como passam muitas outras questões. Não estou preocupado com isso”, afirmou Pinto da Costa, que lembrou que o clube não pode gastar mais do que o que efetuar em vendas, prometendo novidades para os próximos dias. O líder máximo dos azuis e brancos manifestou ainda a convicção de que para o ano o clube já não estará ao abrigo do fair-play financeiro.

O “sucesso da procura em relação à oferta” explica-se, de acordo com Fernando Gomes, “muito mais pela credibilidade do emitente no mercado do que por paixões clubísticas”. “Ainda no ano passado não ganhámos e a emissão foi igualmente um sucesso. Há procura das obrigações do FC Porto no país todo. Isso tem a ver com a qualidade do produto que se oferece e com a garantia que o nosso clube oferece. A nossa situação financeira permitiu-nos ficar pelos 35 milhões, decidimos não avançar para os 45”, explicou o administrador financeiro, deixando “uma palavra de agradecimento” ao Montepio, à Euronext Lisbon, à Comissão de Mercado e Valores Mobiliários, à sociedade de advogados PLMJ e a todos os bancos que ajudaram nesta operação.

O dirigente portista lembrou que a SAD tem cumprido sempre com as suas obrigações, o que “traz credibilidade junto dos investidores”, e pediu o fim da concorrência desleal fora e dentro do campo: “O FC Porto sempre cumpriu com as suas obrigações perante os financiadores. Esperamos que não volte a acontecer e que passemos a lutar com armas iguais”, apelou.

Ainda segundo Fernando Gomes, o empréstimo obrigacionista tem como objetivo “substituir a dívida a curto prazo por dívida a médio-longo prazo” e serve, como é habitual nestas operações, para financiar a “atividade corrente do clube.”

 

Fonte: fcporto.pt

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