Soares, o domador de leões

Golo do avançado brasileiro valeu a vitória do FC Porto sobre o Sporting na meia-final da Taça de Portugal​​ (1-0)

À terceira foi de vez: depois de dois empates a zero - um na Liga e outro na Taça da Liga –, o FC Porto venceu o Sporting por 1-0 e ganhou vantagem na meia-final da Taça de Portugal, que conhecerá a sua sentença na segunda mão, a ser disputada entre 17 e 19 de abril no Estádio José de Alvalade. Na noite desta quarta-feira, no Estádio do Dragão, Soares voltou a mostrar vocação para domar leões: depois de ter bisado na receção aos lisboetas​ (2-1), na edição passada do campeonato, o avançado brasileiro - que com a camisola do Vitória de Guimarães já tinha marcado ao mesmo adversário - apontou, na segunda parte, o golo que garantiu a vitória portista que podia ter tido números mais expressivos face àquilo que se passou em campo.

Como tem sido tradição ao longo da época, os portistas entraram a todo o gás, pressionantes, com uma reação rápida à perda de bola e de olhos postos na baliza. Soares, uma das duas novidades no onze de Sérgio Conceição, deu o primeiro aviso, num cabeceamento que rasou a trave (7m); depois foi Herrera que não deu a melhor sequência a uma grande jogada em que Ricardo ganhou na velocidade a Fábio Coentrão (17m); e, logo a seguir, foi Brahimi que, em posição privilegiada, permitiu a defesa de Rui Patrício (21m).

A melhor oportunidade da primeira parte, no entanto, nasceu através de um lance de bola parada: Sérgio Oliveira teve pontaria a mais e levou a bola a embater no poste num livre superiormente cobrado (28m). Mas não foi a última dos portistas no primeiro tempo, porque três minutos depois, Herrera, com Rui Patrício pela frente, acertou mal na bola e desperdiçou outra ocasião soberana. O FC Porto estava claramente por cima do Sporting disposto num 3-4-3, com as linhas muito baixas, à espera do erro do adversário, que só conseguiu equilibrar as no último quarto de hora, mas que apenas por uma vez conseguiu assustar Casillas. De regresso à baliza para cumprir o centésimo jogo com a camisola azul e branca, o guarda-redes espanhol parou o remate de Ristovski com toda classe que o mundo lhe reconhece (41m).

Os lisboetas regressaram para a segunda parte ligeiramente mais adiantados no terreno e a criar perigo logo no início, num remate de Doumbia a rasar o poste (49m). O jogo estava mais equilibrado, mas tudo mudou quando Sérgio Oliveira, um dos melhores em campo, cruzou milimetricamente para Soares voar como Jardel entre os centrais e cabecear para o fundo das redes, colocando a justiça que o marcador há muito reclamava (60m).

O golo deu oxigénio e confiança ao FC Porto que, cinco minutos mais tarde, podia ter aumentado a vantagem, num cabeceamento de Soares, que viu Patrício negar-lhe o bis com uma defesa monstruosa (65m). Em desvantagem, o Sporting abandonou o esquema de três centrais e arriscou tudo, mas apenas por uma vez foi capaz de assustar verdadeiramente Casillas, já na parte final – valeu um corte providencial de Felipe. Do outro lado, Patrício nunca pôde estar descansado, porque o FC Porto, com mais espaço e com a linha avançada refrescada, continuava à procura do 2-0. Hernâni, por duas vezes, não esteve longe de dar aos azuis e brancos maior conforto na eliminatória e o prémio, diga-se, até seria justo para a única equipa que quis verdadeiramente ganhar o jogo.​

Fonte: fcporto.pt

 

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