Um trio em foco e uma certeza: porta fechada a mais saídas

Sérgio Conceição não quer perder mais ninguém do núcleo duro e a SAD concorda: Marega, Herrera e Aboubakar só pela cláusula.

 

O mercado é muito volátil e nada garante que até 31 de agosto não apareça algum clube a pagar as respetivas cláusulas de rescisão. Sem isso, as portas do Dragão estão fechadas a mais saídas, pelo menos dos jogadores que compõem o núcleo duro da equipa. Para razia, já chegou a defensiva, com as partidas de Ricardo Pereira (Leicester), Diogo Dalot (Manchester United), Marcano (Roma) e Reyes (ainda sem clube, mas não renovou). Sérgio Conceição não admite perder mais ninguém e a SAD está na disposição de tranquilizar o treinador, até porque o encaixe efetuado já permitiu cumprir o acordo com a UEFA fixado para 2017/18. Os milhões do acordo de receitas televisivas e da renovada Liga dos Campeões dão "uma mão" em 2018/19 e os dragões podem então assegurar ao treinador que este não perde mais nenhum dos intocáveis. A exceção pode ser Brahimi, porque termina contrato em 2019 e o FC Porto tem uma posição negocial relativamente frágil, atendendo a que só dispõe de 50% do passe. Para isso é necessário, no entanto, que alguém se disponha a pagar 30 milhões de euros. E apesar das várias sondagens, não há qualquer proposta concreta.

O trio para quem mais as portas se fecham é composto por Herrera, Marega e Aboubakar. Para todos houve propostas concretas e a todos os clubes interessados o FC Porto respondeu com um rotundo "não". O mais provável é que os clubes interessados voltem à carga, mas a resposta não será diferente: Herrera e Marega só poderão sair por 40 milhões de euros, Aboubakar "vale" 50 milhões. Nesta fase será assim, em janeiro logo se vê.

No caso do mexicano, o FC Porto está disposto a abdicar de um encaixe chorudo e correr o risco de ver partir o médio em junho do próximo ano a custo zero. A renovação não será fácil. A primeira abordagem foi recusada por El Zorro. Haverá tempo para se voltar a conversar, mas nenhuma garantia de que o mexicano vai aceitar prolongar o vínculo que termina em 2019. Herrera até podia ser exceção, como Brahimi. Mas não é. Em primeiro lugar, porque os dragões têm cem por cento do passe. Em segundo, porque é capitão de equipa, um dos braços-direitos do treinador e cada vez mais importante no seio do grupo. Herrera e Sérgio já conversaram depois do Mundial e o técnico fez saber ao mexicano o seu ponto de vista. Aconteça o que acontecer, o 16 dos dragões vai estar de alma e coração no clube e tranquilizou Conceição quanto a esse aspeto.

Marega e Aboubakar são casos diferentes, pois um e outro manifestaram em diferentes momentos a vontade de sair. O maliano (contrato até 2020) fê-lo até de forma pública, mas não será atendido nesse pedido. Além disso, decorre o processo de resgate dos 30% de mais-valias que pertencem ao V. Guimarães. Só depois um negócio faria sentido. Aboubakar é o que tem o contrato mais longo (até 2021) e, do ponto de vista do negócio, o mais fácil de segurar. O camaronês foi aumentado em outubro, está satisfeito na Invicta e completamente recuperado da lesão que lhe custou a boa forma na reta final da época finda.

 

Fonte: ojogo.pt

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