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FC Porto venceu em Barcelona em 1972 e houve prémio de 12 contos: “Na Taça foram só dez”

+FCPorto 3 meses ago

Das cinco visitas a Barcelona, o FC Porto saiu apenas vitorioso na primeira, selando em Camp Nou o apuramento para a segunda eliminatória da Taça UEFA de 1972/73. O dragão de Fernando Riera já passara por cima dos catalães nas Antas (3-1) e não facilitou na confirmação da sua superioridade, contando com a importância do mago António Oliveira e do patrão Pavão. Na baliza começou Rui Teixeira, rezam as crónicas que foi notável na primeira mão, e entre os defesas outros nomes míticos como Rolando e Valdemar. Na frente, Abel Miglietii carimbou credenciais desfeiteando Reina no golo solitário (19’). 

Agora que se abre a rota para nova viagem à cidade condal e com um apuramento para os oitavos de final da Champions em discussão, o FC Porto leva a convicção de que pode ombrear e lutar pelo mesmo resultado de 1972, mais ainda pela interiorização de competências resultante do jogo disputado não há muito tempo no Dragão, onde o desfecho foi cruel para a equipa de Conceição.

Dos nomes míticos de 1972/73, O JOGO foi ao encontro de Valdemar, antigo central, homem de Lordelo, com 80 anos bem vividos e a memória intacta. “Fizemos um grande resultado em Barcelona e, no geral, dois grandes jogos contra eles. Eu fui considerado um dos melhores em campo em ‘Camp Nou’, controlei tudo lá atrás!”, recorda, orgulhoso de uma jornada europeia que esteve na base da transformação do FC Porto nas lides europeias. “Na altura, eles não seriam tão fortes, mas talvez nos achassem fraquinhos. Quando acordaram foi tarde. Por isso conseguimos vencer os dois jogos. Recordo-me que fiquei com a camisola do grande central que tinham, o Gallego, um internacional espanhol. Até tenho foto a disputar um lance com ele”, rebobina, exibindo essa tremenda peça vintage.

Valdemar só não se recorda das razões que levaram a uma troca prematura de Rui por Armando na baliza dos portistas, por volta dos vinte minutos. “Deve ter acontecido algum choque [n.d.r. efetivamente, saiu lesionado], mas não me consigo lembrar. Ficámos contentes com essa vitória, mas nada de outro mundo. Não era como agora, em que existem claques que vão com a equipa e recebem os jogadores. Foi bom porque tenho ideia de um prémio de 12 contos para cada jogador. E se compararmos com a vitória na Taça, que foram só 10 contos…”, graceja, atravessando mais de 50 anos de história, parando numa conversão que hoje equivale a cerca de 60 euros. “Na altura ainda fizemos um treino no Montjuic. O que mais assinalo dessa passagem por Barcelona foi termos jogado num estádio monstruoso, monumental. Assustava, de verdade. Talvez um dos melhores estádios que vi. Impressionar mais só mesmo o Morumbi, do São Paulo”, compara.

Orientado por Fernando Riera, o onze do FC Porto em Barcelona, em setembro de 1972 foi o seguinte: Rui (Armando, 23’), Gualter, Valdemar, Rolando, Guedes, Pavão, Celso, Oliveira, Flávio (Lemos, 80’), Abel e Malagueta

Fonte: ojogo.pt