Novo desaire portista faz soar os alarmes

 

O F.C.Porto empatou a uma bola contra o Moreirense, num jogo em que a equipa portista esteve muitos furos abaixo do esperado e não conseguiu suplementar o quinto classificado da Liga.

Com as lesões de Aboubakar e Marega, Sérgio Conceição optou por alterar o sistema tático, jogando num “falso” 4-3-3. Alinharam pelos azuis e brancos Casillas, Militão, Felipe, Pepe, Alex Telles, Danilo, Herrera, Óliver, Brahimi, Corona e Soares.

O mister apostava em Herrera junto de Soares e em Danilo e Óliver na criação de jogo, com um Brahimi a jogar por dentro e Alex Telles a assumir toda a lateral esquerda.

Pois bem, esta ideia de jogo falhou por completo e vimos um Porto sem um fio condutor de jogo, a procurar muitas vezes o pontapé para a frente, com um Militão que demonstra que como defesa direito limita muito a equipa, na medida em que a equipa acaba por atacar quase sempre pela esquerda, porque o brasileiro não sobe tanto, não dando profundidade à lateral direita portista. Um Soares que não está habituado a jogar sozinho na frente e muitas vezes a cair na ala esquerda e a deixar o centro do ataque deserto e um Brahimi que a jogar por dentro, não tinha com quem tabelar.

É verdade que a equipa criou oportunidades nos primeiros dez minutos e nos últimos dez minutos da primeira parte (pelo meio houveram vinte e cinco minutos de puro aborrecimento em que nada se passou) mas ou falhava o último passe ou o remate saía para o lado. Um tremendo desacerto que voltou a sair caro à equipa portista, que perdeu seis pontos nos últimos cinco jogos do campeonato (dois pontos contra o Sporting, dois contra o Guimarães e dois contra o Moreirense).

A equipa portista foi pressionante, contudo, essa pressão foi estéril na medida em que não ofereceu oportunidades de golo. Este meio campo musculado e reforçado, com um Herrera que tanto jogava no meio campo como no ataque, com um Brahimi por dentro, um Soares muitas vezes sozinho na frente, demonstrou-se um erro tático tremendo e uma primeira parte perdida do ponto de vista do jogo jogado e de “ferir” o adversário.

Na segunda parte, Sérgio Conceição mexeu tirando Pepe e colocando Otávio e tirando Óliver colocando Fernando Andrade, mas as alterações não surtiram efeito e inclusive conduziram a um Porto que perdeu por completo o seu processo de criação de jogo. Otávio apesar da assistência não acrescentou nada ao jogo portista e um Herrera que se tinha desgastado na primeira parte com um constante correr da frente para trás e vice-versa foi incapaz de criar jogo á equipa portista. Danilo também não tem essas características e o Porto acabou o jogo com menos tentativas de golo que o Moreirense nesta segunda parte.

Deserto de ideias, a equipa portista ainda sofreu um golo numa bola parada, e numa altura em que já só via o Porto a despejar bolas na frente, o capitão Herrera conseguiu empatar a partida. Vinte e seis jogos sem perder no tempo regulamentar mas com uma equipa que de jogo para jogo demonstra cansaço e incapacidade de criação de jogo.

Aguarda-se que Sérgio Conceição mexa na equipa e designadamente devolva a esta a profundidade, intensidade, alta pressão e rotação tática e de jogo que se assistiu no início da época.

Na retina dos portistas, certamente, estará presente os desaires do ano passado com Belenenses e Paços Ferreira e que mesmo assim foi possível vencer o campeonato, mas os alarmes tem de ecoar no Dragão. Os adversários aproximam-se e uma vantagem que era de sete pontos esfuma-se a uma velocidade estonteante.

O mar azul continua e nesta fase todos temos de nos unirmos e puxar pela equipa como nunca. Seguem-se confrontos complicados e decisivos para a Champions e Taça de Portugal, entremeados , por jogos do campeonato e a equipa portista e seus jogadores tem de se esforçar e suar como nunca.

Está na altura de cerrarmos punho e reagirmos a esta série de maus resultados. A confiança na equipa e estrutura tem de ser total e silenciar todos aqueles que agora poderão aproveitar-se para se empinar e criticar, esquecendo-se dos feitos do ano passado e da presente temporada.

Aos sócios, adeptos, simpatizantes, claque, entre outros, o maisfcporto pede uma união como a vista o ano passado aquando da deslocação à luz ou aos Barreiros. Porque não divulgar este repto e já na próxima deslocação da equipa portista, unirmos e enchermos a saída da equipa do F.C.Porto de adeptos e apoiar como só nós portistas sabemos.

Saudações +Portistas
+Gilberto Borges

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