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Sérgio Conceição: “Dar tudo não chega, ir ao limite é o mínimo”

+FCPorto 3 meses ago

Trabalho nos últimos dias foi entrar na cabeça dos jogadores? “Eles têm noção do clube que representam. Neste último dia é que não se pode fazer outra coisa, tivemos jogo, houve equilíbrio nas cargas, mas grande parte do dia foi isso, analisar a postura que temos. Olhamos para o jogo e fomos a equipa que correu mais, que tem alta distância em sprint. Estão todos acima da equipa adversária. Há outras situações que temos de melhorar e acho que tocou aí. Não digo que seja raça, porque eles querem, mas têm de perceber que dar tudo não chega, ir ao limite é o mínimo”.

Ao fim de sete anos, o FC Porto já não consegue surpreender equipas de outros patamares? “Conseguimos em Guimarães e em Famalicão. Sabem em quantos sistemas já joguei durante estes sete anos, ou quantas vezes modifiquei a forma de jogar? Talvez seja o treinador que tenha feito mais isso. Num 4x4x2 posso meter os alas por dentro, transformá-lo num 4x2x4. Utilizei uma linha de cinco em jogos que ninguém esperava, ganhámos a Supertaça a jogar com um losango no meio-campo… Não metemos as peças ali e dizemos que é um 4x4x2. E depois, quando não temos a bola? Como é a ocupação de espaços? Como como é que pressionamos, que jogadores queremos pressionar, quais é que podem errar mais vezes ou não? Queremos provocar o jogo direto no adversário, quais os alas que atacam espaço? E depois é isso tudo dentro do sistema que vocês falam. Dentro disso, e nessa dinâmica, criam-se as tais nuances. E isso sim, cria surpresa no adversário.”

Fonte: ojogo.pt