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“Vencer a Champions? Há um ‘décalage’ cada vez maior”

+FCPorto 3 meses ago

Acha possível uma equipa portuguesa voltar a ganhar a Liga dos Campeões? “Em termos teóricos, somos um país que cada vez está mais longe desses países poderosos e equipa apetrechadas, não é com um ou dois jogadores entre os 20 melhores do Mundo; há muitos nessas equipas. Teoricamente, há um “décalage” cada vez maior. Depois, na prática, o futebol é bonito por… Se calhar, em 1987, ninguém diria que o FC Porto conseguia o que conseguiu, em 2004 também, e eu estava nessa equipa. Infelizmente não pude jogar, porque tinha feito seis meses na Lázio e, na altura, o jogador não representar dois clubes nessa competição. Na prática é diferente, mas sinto e sei que na prática se está a tornar cada vez mais difícil. Muito difícil.”

Que diferenças e semelhanças encontra neste Shakhtar em relação à primeira volta? “Mudou poucos jogadores dentro da sua estrutura base. É um 4x3x3 clássico. O Kryskiv, que não jogou contra nós. O Sudakov jogou, o Stepanenko também, ou seja, o meio-campo é mais ou menos o mesmo. O Sikan, que jogou na ala, jogará na frente, o Newerton, que é uma novidade e uma aposta deste treinador, é um virtuoso que joga sobre a esquerda, o lateral-direito também… Depois é muito mais do mesmo, dentro da muita qualidade individual que têm, e coletivamente estão mais sólidos. No processo defensivo, é uma equipa que adquiriu comportamentos que faz com que sofra menos nos jogos e menos golos. Por aí houve um salto de qualidade aí. Quando não se sofre está-se mais perto de ganhar, com a qualidade individual que existe e com gente que no último terço pode decidir o jogo num ou outro momento, a equipa acaba por subir o seu nível  e foi isso que aconteceu. A prova disso é a Liga dos Campeões que fizeram a partir do momento em que trocaram de treinador.”

Fonte: ojogo.pt